vineri, ianuarie 28, 2005

Festa Transformadores @ Lux 25-01-2005

Nova fase Transformadores. Na passada terça feira dia 25 a editora Transformadores apresentou mais uma vez no Lux as suas novas apostas. Volvidos 9 meses desde a edição de Exílio o sublime álbum de Quinteto Tati, e primeira edição da editora, surge agora uma nova estreia nas lides musicais. Desta vez a aposta chama-se Funami e o disco foi lançado na mesma terça-feira juntamente com o blitz encontrando-se também disponível nas fnacs. O concerto da banda na discoteca lisboeta mostrou-nos uma banda limpinha, segura, com um conjunto de canções pop, adocicadas, agradáveis aos ouvidos e que soltam gritinhos de histeria nalguns elementos do publico. A mim passam algo ao lado. De seguida sobem os Cindy Kat, apresentando membros dissidentes de bandas como Sétima Legião e Self-polluted Noise a banda parece algo divida entre músicas de texturas ambientais “oitentianas” com guitarras abrasivas e batidas à Happy Mondays e uma vontade incontrolável de compor um hit de dança mascado a pastilha elástica revestida de uma batida pulsante. O revivalismo 80’s veio para ficar e o Lux quase por segundos se torna no Hacienda à maneira tuga o problema é quando este revivalismo se torna perigosamente saudosista e vemos Pedro Oliveira (vocalista e teclista da banda) recuar 20 anos e não fossem as rugas e a diferença nos seus companheiros de banda julgaríamos estar a assistir a um concerto dos Sétima Legião. O concerto contou também com a participação de Sam (sim, o mesmo de Black Magic Woman). Por ultimo sobem a palco os Rádio Macau mas eu já não posso ficar para ver, consta que deram um concerto em grande.
Questiono-me se estas novas apostas da Transformadores não serão mais do que uma tentativa de injectar vitaminas financeiras na editora. Não querendo tecer comparações, a primeira fornada estimulou muito mais os meus ouvidos do que esta, mas gostos são gostos e há espaço para todos.

Alinhamentos
Funami
Happy Dog; Rodeo; Cow Run; Rock In Rio; Astronaut

Cindy Kat
Space Brain; Another Time, Another Place; Fix My Phaser; Glória; Missing Link; Nova Convention

Rádio Macau
Acordar; Amanhã é Sempre Longe Demais; Hoje é a Brincar; Guarda a Faca; Elevador da Glória; Anzol; (Encore) Bom Dia Lisboa; Um Dia a Mais

miercuri, ianuarie 19, 2005

Mão Morta @ Forum Lisboa - 15-01-2005

Gumes
Anjos de pureza
Arrastando o seu cadáver
Tornados
O jardim
Estilo
Velocidade escaldante
Tu disseste
Cárcere
Paris
Vertigem
Gnoma
Morgue

(encore)
Humano
Primavera de destroços


Os Mão Morta regressaram a Lisboa no passado dia 15 de Janeiro para um concerto no Fórum Lisboa, um concerto que foi tudo menos consensual. Apostados em explorar faces menos exploradas ao vivo, Adolfo e seus pares apresentaram num alinhamento de canções mais introspectivo, menos visceral - característica que estamos habituados a associar à banda vinda de Braga. Num espectáculo muito completo quer pelo seu lado visual, quer pela qualidade sonora, os gritos e o suor deram espaço à palavra e ao silêncio, o confronto e o imediatismo de clássicos incontornáveis com Bófia ou Anarquista Duval deram lugar às vivências e alucinações de O Jardim ou de Tu Disseste, a heroína foi substituída pelo éter da vida e assim nos confrontamos com uns Mão Morta num novo estado evolutivo. Talvez o curto espaço de tempo que esta mudança apresentou aos olhos do público o tenha feito estranhar mas penso que não será de todo surpreendente que a banda esteja a desbravar novos territórios e a procurar novas ambiências para as suas canções. Abrindo com o magnifico tema Gumes, com uma componente visual muito interessante (5 telas brancas escondiam os elementos, fazendo uso de um jogo de sombras e luzes que muito me fascinou), a banda recorreu a um alinhamento de temas que talvez muito poucos esperariam, justificando uma certa insatisfação que pareceu ficar patente nalgumas conversas travadas no pós-concerto. É certo que ficou a faltar algo, talvez o encore não tenha sido conclusivo o suficiente, talvez fosse mesmo dispensável (isso então seria um escândalo maior) mas foi com grande agrado que observei um concerto inesperado de Mão Morta, e quem diria que ao celebrar 20 anos de existência a banda ainda pudesse sê-lo?


(foto de: Pedro Figueiredo)

marți, ianuarie 04, 2005

Liars - They Were So Wrong So We Drowned (OH OH OH #04)



Em 2004 os Liars enterraram os presságios que anunciavam um novo hype em volta da era pós punk dos anos 80 e deram ordem de soltura às bruxas. They were so wrong so we drowned apresenta-nos uns Liars embebidos numa nova estética que mistura a mesma tendência dançável presente no disco de estreia com um gosto pela experimentação e pelo ruído. Em 11 temas a banda invade os nossos ouvidos de lendas fantasmagóricas e ambiências perturbantes sendo impossível ficar indiferente. Angus e seus pares dizem-nos que se inspiraram numa série de contos e lendas da idade medieval e as músicas são o concretizar disso mesmo numa mescla explosiva que soa a uma reunião entre os Sonic Youth de Bad Moon Rising com os Black Dice ou os Wolf Eyes para um ritual pagão. Sem duvida um dos discos mais refrescantes que chegaram aos meus ouvidos. “There’s allways room on the broom….”, aceitam a boleia?