sâmbătă, iunie 26, 2004

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Novo Look

bem, mudei o look disto aqui, que já estava algo bafiento.. infelizmente (como eu sou um bocado piço) os comentários foram-se todos : / peço desculpa aos poucos que ja tinham colocado os seus vou tentar ainda recuperar-los.

luni, iunie 21, 2004

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O Futebol é o Ópio do povo

duminică, iunie 13, 2004


Bone Machine
Crackity Jones
River Euphrates
Wave Of Mutilation
Monkey Gone to Heaven
I Bleed
Caribou
Cactus
Broken Face
Something Against You
Isla de Encanta
Hey
No 13 Baby
Dead
U-Mass
Gigantic
Velouria
Ed Is Dead
In Heaven (Lady In the Radiator Song)
Where Is My Mind?
Mr. Grieves
Nimrod´s Son
Here Comes Your Man
Vamos


encore


Gouge Away
Debaser
Tame


Os Pixies estão juntos de novo, 12 anos depois da sua extinção parecem ter serenado os problemas que os fizeram separar-se e aproveitam agora para espalhar todo o seu charme e recolher os frutos de terem sido uma das bandas mais influentes do rock. Felizmente Portugal esteve na rota desta reunião e felizmente eu estive lá para ver. A expectativa era mais que muita, é conhecida a fama dos concertos desta banda como sendo concertos intensos e cheios de energia e a possibilidade de viver um momento histórico e de ver uma banda que nunca pensei que algum dia poderia ver aumentam ainda mais o interesse e a vontade de ver os 4 magos em palco. O sol começa a pôr-se estamos naquela fase do dia (o crepúsculo) mais conhecida pela hora dos doidos e acreditem foi mesmo de doidos o concerto dos Pixies no 10º Super Bock Super Rock.
A banda sobe a palco ovacionada por um público já em pleno êxtase antevendo tudo o que se passaria naquele palco. Ouve-se a bateria de Lovering e iniciam-se os primeiros acordes de Bone Machine e está instalada a confusão, algumas pessoas mais desnorteadas começam a afastar-se das primeiras filas enquanto que eu luto arduamente para poder aproximar-me mais do palco. Estão os Pixies em palco e a minha necessidade de viver isto o mais perto possível e com a maior intensidade possível lança-me em diversas tentativas para furar toda aquela multidão. As músicas sucedem-se, grandes temas já sabíamos nós, incrivelmente enérgicos e potentes. E tema após tema o êxtase é cada vez maior, e as gargantas cada vez gritam mais emocionadas. Cactus chega, um dos meus temas preferidos, salto de loucura mas nem sonhava que logo de seguida viriam Broken Face, e Something Against You. Esqueçam, já não respondo por mim, bem sei que as pessoas à minha roda começam a fartar-se da minha inquietude e é então que surge uma brecha no meio da multidão; nem penso duas xs e corro até chegar mesmo frente ao Frank Black. Se lá atrás o publico vibrava efusivamente, à frente do palco a imagem era indescritível. Toda a gente pula e canta e salta e esperneia-se num descontrolo total ao som de clássicos como Here Comes Your Man, Dead, Gigantic, Isla de Encanta, ou Where is My Mind. De destacar a versão fantástica de In Heaven cantada desta vez pela diva Kim Deal que preserva a sua voz encantadora e perturbante. Chegamos a Vamos e vemos Santiago soltar da sua guitarra ruídos sónicos, a simplicidade sempre foi a palavra chave desta banda e este momento reflecte muito bem tudo aquilo que os Pixies são. Santiago deixa a sua guitarra sozinha no palco e sem tocar uma nota que seja preenche todo o recinto com o poder da sua famosa Les Paul, sem qualquer recurso a bimbalhices típicas dos heróis das guitarras dos anos 80. O fim? Não.. a banda nem sequer chega a sair do palco, chegam-se um pouco mais à frente enquanto absorvem e observam o que é ter uma multidão em pleno êxtase gritando, saltando, libertando toda a energia que estas musicas acumulam, mas se pensam que já viram tudo desenganem-se. Energia? Essa veio com o encore, sublime, poderoso e apoteótico. De enfiada sucedem-se Gouge Away, Debaser e Tame!!! Porra… estou sem palavras, suado, excitadíssimo e completamente descontrolado. Grande concerto.
Teria sido tão fácil para os Pixies entrarem pelos caminhos melindrosos de vedeta rock, perante uma plateia que lhes presta tamanha prova de culto quase cego, mas não, os Pixies sempre demonstraram uma atitude muito diferente no mundo da música e mesmo agora que são adorados por tanta gente, que construíram um culto de tal forma grande à volta da sua obra, recusam-se aos vedetismos, a única palavra que ouvimos sair da boca de Frank Black é um tímido “obrigado” e nem precisamos de ouvir mais, não são necessários artifícios para deixar a plateia em total loucura, bastam as suas músicas…

joi, iunie 03, 2004

Xiu Xiu - "I'm Helsabot, alcohol fulled robot"

Os xiu xiu serão uma daquelas bandas capazes de despertar com a mesma intensidade sentimentos de adoração e de indiferença, e esta poderia ser a frase que melhor resumiria tudo o que se passou na noite passada dia 2 de Junho na primeira visita da banda ao nosso país. A sala encheu-se de pessoas cheias de motivações diferentes para receber convidados de tamanha importância. Possuidores de uma sonoridade obscura e emotiva que junta elementos de experimentalismo electrónico com o toque agridoce de bandas como os Smiths, The Cure ou Joy Division, encantaram os já encantados e deixaram indiferentes os que já ali foram indiferentes. A sua música é grande e os seus discos carregam uma intensidade tal que seria muito difícil reproduzir com fidelidade as versão presentes nos discos. A sensação que fica após o concerto é que seria preciso muita sorte para encontrar a banda nas condições ideais para poder prendar o publico com todo o seu potencial, ficando no entanto de assinalar momentos fantásticos de músicas como Suha, Clowne Towne, Crank Heart, I Broke Up, Fabulous Muscles ou I Luv the Valley, Oh!. Ficando no ar a sensação de que se a banda tivesse arriscado por temas mais "barulhentos" talvez tivesse conseguido atrair outra atenção vinda do publico, sendo assim temas que exigiam uma certa capacidade de absorção e que vivem de momentos preciosos e de silêncios gelados tornam-se demasiado vulneráveis perante uma plateia que se dirigiu ali para ver um concerto de uns "tais Xiu Xiu" que terão ouvido dizer que é engraçado. Ficam então a perder as pessoas que se dirigiam ali com a sede de todos esses momentos gélidos e intensos e que acabam por ter que levar por tabela com conversas descontextualizadas, com bocas despropositadas e risadas desconcertantes. Mas o momento alto da noite surgiu mesmo na ultima música quando os nossos caros Jaime Stewart e Caralee McElroy tiram da cartola um tema fabuloso, "Helsabot". Desta vez Caralee toma conta da voz e meu deus que voz! deixa (aquela parte do publico que estava minimamente atenta e interessada) completamente gelada e por momentos conseguimos imaginar tudo aquilo que este concerto poderia ter sido e acabou por n o ser. A interpretação dos dois músicos ganhou realmente toda a sua grandeza e mostrou bem que esta é uma banda fabulosa na forma como consegue ser angelical e demoníaca ao mesmo tempo, numa constante luta entre o bem e o mal, o certo e o errado, o amor e o ódio.
Fica a expectativa de nos voltarmos a encontrar com um publico melhor e uma sala menos quente.