duminică, mai 23, 2004

Mão Morta - Nus

Serão concerteza uma das bandas alternativas mais bem sucedidas no nosso país desde que o universo "Pop" invadiu a nação há cerca de 30 anos. Portadores de uma sonoridade muito peculiar que foi sendo sempre vitima de uma evolução natural e com uma atitude que sempre marcou pela irreverência e pelo carisma dos seus membros. Sempre alianados das leis do mercado e seguindo uma linha de coerência invejável, os Mão Morta surgem em 2004 com o àlbum Nus, editado juntamente com o Blitz em duas edições. Estive desde então a tentar absorver o àlbum nunca tendo conseguido realmente gostar dele. A primeira faixa, "Gumes", de 25 minutos encontra uns mão morta bastante inspirados e a poesia de adolfo acutilante e alucinante como nunca antes havia sido sendo a conversa com o aquecedor um dos momentos mais inpirados destes 25 minutos. Mas, e como há sempre um mas nestas coisas, logo de seguida vinha um tema de seu nome gnoma que, tal era o aborrecimento que me causava, me impedia de continuar a audição do disco até ao fim. Durante semanas a fio só conseguia ouvir a primeira faixa ficando com a ideia de que este era um àlbum algo disperso até que um dia tive a brilhante ideia de saltar a segunda faixa e ouvir com mais atenção aquilo que se seguia e foi entao que fiquei com uma ideia totalmente diferente. Vertigem, Cárcere ou Morgue são temas extraordinários na sua rudez musical e na sua poesia. É este um àlbum que mostra uns mão morta amadurecidos pelos sua longa existência e pelas vivências dos seus elementos, talvez não tão irreverente e inovador como em Muller... ou em Mutantes S21 mas o tempo também já nos mostrou aquilo que este grupo sabe fazer e torna-se complicado surpreender sempre a cada novo registo. É assim uma enorme satisfação poder ver que bandas como os Mão Morta que sempre acreditaram na sua música e na sua arte chegam a 2004 depois de terem desbravado o mundo da música em portugal nos anos 80, depois de terem arriscado projectos que sempre primaram pela qualidade e após lutas e mais lutas contra todo um sistema que quer a música homogénea e leve, consegue fazer um àlbum como o Nus sem soarem a repetitivos ou antiquados. Um disco a descobrir...


"Assomados, com o andar tibuteante das vítimas da realidade absoluta, desfalecemos em convulsões de electrochoque no turbilhão da engrenagem triturante que nos transportou em sucessivas oscilações sísmicas para o apaziguamento da indiferença e o amargo isolamento da solidão. Nada é o que era, nada foi o que sonhamos, apenas visões esfumadas ao contacto da memória, apenas imprecisas impressões de um tempo gasto pela usura. Tivemos o mundo, fomos o mundo...
Salve, cadáveres brancos da inocência!
Salve, corpos belos do amor!
Salve, feiticeiros da embriaguez permanente!
Salve, magos da existência não fragmentária!
Salve, pederastas do desejo, junkies do caos, prisioneiros da liberdade!
Salve, irreprimível lúdico!
Salve, criadores de vida, amantes da infância, viciados do presente!
Salve, orfãos perdidos!
Salve! Salve! Salve!"
(in Gumes)

sâmbătă, mai 22, 2004

Cindy Cat no frágil

Após o lançamento do single "Natal, Natal, noite do Menino Jesus", uma paródia natalícia que deixava algumas questões relativas à estética que o novo projecto de Paulo Abelho (produtor e ex sétima legião)e de João Eleutério (também produtor e ex Self-Polluted Noise) poderia adoptar, foi com o intuito de descobrir quem eram afinal os Cindy Cat que me dirigi até ao frágil na passada noite de 19 de Maio. Contando com a participação especial do vocalista dos Sétima Legião em 2 temas a banda desfilou então todo o trabalho que tem vindo a desenvolver baseado essencialmente na corrente electronica; muitos loops, muitas programações, muita manipulação sonora. Um concerto que começou bastante bem mas que aos poucos foi caindo, pareceu-me que existe ainda uma certa dificuldade da própria banda de impor o seu estilo visto que os temas pareciam algo dispersos e sem grande ligação entre si.

duminică, mai 16, 2004

Jan Garbarek Group

Sexta feira dia 14, subiu ao palco do CCB Jan Garbarek acompanhado por Eberhard Weber no contrabaixo, Rainer Brüninghaus no piano e Marilyn Mazur na percussão. Apesar de desconhecer por completo a obra de Jan Garbarek, movido pela vontade de descobrir algo novo e pelo aptecivel desconto que o CCB oferecia às pessoas com menos de 25 anos para o primeiro e segundo balcão do grande auditório, lá requesitei o meu direito a assitir ao espectáculo.
A sala da qual já guardava grandes recordações do concerto de Nick Cave tornou-se então ainda mais mágica após esta magnifica actuação. 4 músicos com uma sublime capacidade para tocar os seus instrumentos, transformando-os num prolongamento do seu corpo, e com uma incrivel capacidade de se expressarem através de música, deliciaram-me durante cerca de hora e meia atraindo a minha atenção desde o primeiro ao utlimo acorde tal a capacidade absorvente que a musica de Jan Garbarek transporta. Recorrendo estilisticamente a correntes como o jazz e misturando com correntes como a música tradicional ou até algum psicadelismo dos anos 70 os temas possuem um misticismo muito fascinante, sucedendo-se em catadupa sem nunca me desiludirem tendo até a capacidade de continuarem a surpreender. Chega então o final do concerto e fica aquela sensação inexplicável de ter visto um grande concerto tocado por grandes músicos e a vontade de descobrir mais a obra deste saxofonista.

vineri, mai 14, 2004

Ansiando...

Enquanto os Xiu Xiu vêm e n vêm aqui ficam os desejos para um possível inicio de concerto....

1- Fabulous Muscles
2- Clowne Towne
3- Crank Heart
4- I Luv the Valley, Oh
5- Sad Pony Guerrilla Girl

vineri, mai 07, 2004

...

"Eu fumei tudo o que havia para fumar"
(Mafalda Arnauth)

temos punk!! \m/

luni, mai 03, 2004

Novo Record



Na mesma altura que este blog ultrapassa as 1000 visitas o nosso site da merzbau alcançou durante o mês de Abril um record imperssionante de visitas.

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