vineri, aprilie 23, 2004

MERZROCKS - algumas fotos





vineri, aprilie 16, 2004

Festival Merzrocks

é já amanhã




www.merzbau.tk
www.merzindie.no.sapo.pt

miercuri, aprilie 14, 2004

Transformadores

e eis que nestas àguas turbulentas em que se movimenta todo o universo artístico em portugal surge alguém que ousa arriscar pela qualidade e deixar o sucesso fácil de lado. Transformadores é o nome de uma nova editora que se pode orgulhar de ter nas suas fileiras alguns dos projectos mais interessantes do panorama musical actual, projectos como Refilon, Zé de Castro, Wordsong, Quinteto Tati, Flux, Dead Combo entre outros não irão deixar ninguém indiferente e foi precisamente como prova disso que ontem no Lux foi organizada a festa de apresentação desta nova editora pontuada com concertos dos Dead Combo, Quinteto Tati e Flux a fechar a noite.
Os Dead Combo subiram a palco com um conjunto no minimo original. Tó Trips na guitarra e Pedro Gonçalves no contrabaixo, guitarra e harmónica apresentam uma sonoridade que se caminha por um blues psicadélico alimentado por uma guitarra de sabor vintage. Este que é um o projecto com um formato surpreendente e com um imenso potencial. Embora tenham tido alguma dificuldade para agarrar um publico mais interessado nos copos e nos encontros e desencontros tipicos da noite lisboeta, parece um projecto extremamente interessante ficando a expectativa do seu álbum de estreia.
De seguida subiu a palco o Quinteto Tati, bem mais seguros que no concerto do frágil mais uma x J.P. Simões demonstrou ser o polo principal daquela banda, espalhando todo o seu charme e fulminando o publico com discursos deliciosos a cada intervalo entre músicas. A banda demonstra estar em clara ascensão fechando o concerto em grande com um tema fortissimo que fechou com chave de ouro a actuação.
Por fim os Flux demonstraram que poderão tornar-se num caso sério da música portuguesa. Num concerto cheio de energia e com muitos décibeis a banda desfilou os seus temas com uma grande segurança e apesar de uns pregositos aqui e ali que só tornam a coisa ainda mais visceral tenho a certeza que muita gente saiu dali com àgua na boca. Eu sai com uma certeza, a banda tem pernas para andar e para percorrer ainda um longo caminho, esperemos que o concerto no merzrocks seja mais uma confirmação desta crença.

próximas edições dos transformadores:

Quinteto Tati - dia 23 de Abril - preço 9,5 € mais Diário de Notícias
Flux - Maio - preço 9,5 € mais Diário de Notícias
Dead Combo - Junho - preço 9,5 € mais Diário de Notícias

www.transformadores.pt

luni, aprilie 05, 2004

SHUT UP!!!!!!!!




será que n existe nenhuma lei em nome da sanidade mental que proiba estes dois clips de passarem 20 xs a cada hora. Já percebemos que eles vão tocar no rock in rio e que quem n estiver lá n é ng, mas por favor deixem as restantes pessoas viverem felizes. Já quase que me faz lembrar o 1984, para onde quer que olhe eles estão lá - qual grande irmão abençoado, infiltrando-se nas nossas mentes e levando-nos à loucura.

Foi há 10 anos...



Foi há 10 anos...parece uma eternidade, ou então não. No meu caso, 10 anos significam uma parte algo larga da minha existência, que percorreu, maioritariamente, a minha adolescência...
No dia 5 de Abril de 1994, Kurt Donald Cobain, mais conhecido como o vocalista/guitarrista da banda que defeniu o som de uma década inteira, os Nirvana, fecha-se na estufa de sua casa, para nunca mais saír...com vida. Através de uma arma, comprada por um amigo (Dylan Carlson, ex-vocalista dos Earth), decide por termo à sua curta, excessiva, algo excêntrica, mas sobretudo, significante existência, para milhões de fãs em todo o mundo, e para bandas posteriores, cujas influências que poderiam retirar de uma banda como os Nirvana, eram sobretudo relacionadas com a sua extrema sinceridade, típica do punk provindo dos finais dos 70's, que fascinara Cobain, muitos anos antes, e a sua enorme criatividade composicional.
Mas os Nirvana eram mais do que isso. Foi um abalar inteiro de padrões já algo estagnados na indústria músical, foi, o de algum modo, levar o sonho de poder díminuir as fronteiras entre o mercado multi-nacional e o mercado independente mais além...
Mas o que se tornava fascinante, nesta banda, e sobretudo em Cobain, era a grande inconsciência de tal acto, era a preocupação, única e exclusivamente, em relação à música criada, aos concertos em destinos incertos...no fundo, era a própria vida dentro do prisma de uma banda, comum a tantas outras...
Mas com os Nirvana foi diferente: uma conjugação explosiva de indivíduos minimamente talentosos (dentro do que conseguiam criar), que punham de lado todo e qualquer cliché, e limitavam se a extraír prazer do que faziam...como Kurt chegou a referir: "Punk rock should mean freedom. Liking, accepting anything you like. Playing whatever you want, as sloppy as you want, as long as its good and has passion."...e que, estranhamente, os levou a atingir um patamar nunca antes atingido por uma banda do género: o patamar do sucesso comercial, do reconhecimento internacional, e de toda a corrente hipócrita que lhe é inerte...
E há 10 anos, o ícone (cujo título nunca lhe foi querido, ou sequer desejado) de uma geração inteira, desapareceu...juntando-se a um rol de outros tantos, que talvez tenham vivido demasiado depressa, tamanha era a incompreensão que os rodeava...
Enfim...contudo, resta-nos o que ele sempre quis que, de facto, fosse valorizado: a sua música.
Essa, não esvanece...